segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Equipamentos de segurança ou vigilância .



Os espelhos convexos são utilizados para aumentar a visualização.
Com ele podemos ver ângulos que não conseguiríamos ver com espelhos planos. 


                                 
Dependendo do tamanho do espelho a visualização pode ser menor ou maior. A melhor visualização por esse tipo de espelho ocorre, pois os raios de luz absorvidos se
divergem.

                              

Fonte de produção do fogo.


Os espelhos de Arquimedes, são produtores do fogo.
São utilizados espelhos que concentram os raios solares em um determinado ponto.


Historicamente, são citadas utilizações para queimar e cegar os soldados que se aproximassem das muralhas gregas. Os espelhos eram de metal polido.

Farol de automóvel .


Quando sobre eles incide um feixe de raios paralelos, os raios refletidos serão convergentes.

Todos os raios convergem para um único ponto a que se dá o nome de foco, este foco, como se encontra fora do espelho é um foco real.

domingo, 19 de agosto de 2012

Os Espelhos


Espelho Côncavo é caracterizado como sendo um espelho esférico, e pode ser encontrado em qualquer superfície interna na forma de uma calota esférica, desde que essa superfície seja capaz de refletir os raios de luz que incidirem, o espelho côncavo está contido em uma “fatia” de esfera, essa fatia é chamada de calota esférica, e o reflexo está localizado na parte interna da calota. Abaixo segue uma ilustração de uma calota esférica e a localização da superfície de onde podemos ter um espelho côncavo.
Figura 1 – Ilustra a forma de uma calota esférica e a localização da superfície do espelho côncavo.
Comumente os espelhos côncavos são utilizados em aplicações bem específicas, isso ocorre por que as imagens formadas variam de acordo com a posição do objeto. Podem ser encontrados em alguns tipos de telescópios, projetores e também é comumente encontrado nos consultórios odontológicos, pois com ele é possível observar determinadas características dos dentes, e é comum o uso também da maquiagem. Isso se justifica pois diante dos espelhos côncavos onde o objeto se situa bem próximo do espelho, para ser mais preciso, entre o vértice e o foco, a imagem resultado é virtual, direta e ampliada, o que resulta em uma melhor nitidez e visualização das características do objeto a ser observado.
Figura 2 – Exemplo de um espelho côncavo para ampliar a visão do dentista.

As propriedades do espelho côncavo temos o conhecido Ponto Focal (F), que é um ponto médio entre o centro e a curvatura do espelho, esse ponto médio fica sobre a reta (R), nesse ponto (F) é o local para onde os raios refletidos ou prolongados se convergem.
A medida entre o ponto focal e o vértice do espelho é a Distância Focal (f), como vimos o ponto focal fica localizado no ponto médio entre o centro de curvatura e o vértice do espelho, assim podemos afirmar que a distância focal pode ser definida como a metade da medida do raio:
f = R/2        (1)
O vértice (V) é ponto tangencial descrito na curvatura do espelho, e fica localizado sobre o eixo (e) do espelho, uma linha de centro que une o centro de curvatura, o foco e o vértice. Abaixo podemos ver cada elemento do espelho:
Figura 3 – Elementos de um espelho esférico.
Para determinarmos como são formadas as imagens em um espelho côncavo, devemos conhecer o comportamento dos raios de luz incidentes, ou seja, quando atingem a superfície do espelho e refletem.
Figura 4 – Ilustração dos Raios Incidentes em um espelho côncavo.
Para a formação das imagens, por exemplo, temos a necessidade de apenas utilizarmos dois feixes de raios de luz incidentes no espelho. Por esses dois raios, determinamos a posição da imagem refletida, tamanho, e característica.
Figura 5 – Ilustração dos Raios emanados do objeto incidentes no espelho côncavo formando a imagem.
Além desse caso temos outros para a formação de imagens em espelhos côncavos. Nesse um objeto (O) posicionado a frente do espelho, além do centro de curvatura. Os raios R¹ e R² emitidos do objeto incidem no espelho que refletem de acordo com o comportamento que vimos anteriormente. No encontro dos raios, temos a formação da Imagem, que no caso é caracterizada como sendo Real (pois é constituída pelo encontro dos raios incidentes, tal imagem é constituída por luz), Invertida (pois a direção é diferente do objeto) e Reduzida (porque é menor que o objeto).
Figura 6 – Ilustração dos Raios emanados do objeto incidentes no espelho côncavo formando a imagem.
Nesse exemplo o objeto (O) está posicionado entre o ponto focal e o vértice. Os raios R¹ e R² emitidos do objeto incidem no espelho que refletem de acordo com o comportamento. No encontro do prolongamento dos raios, temos a formação da Imagem, que no caso é caracterizada como sendo Virtual (pois é constituída pelo prolongamento  dos raios incidentes, tal imagem não é constituída por luz), Direta (pois a direção é igual ao do objeto) e Ampliada (porque é maior que o objeto).
Temos também um caso bem particular que é a imagem denominada como imprópria, onde o objeto é posicionado sobre o ponto focal, nessa caso o raios refletidos são paralelos, por esse motivo também pode-se ouvir dizer como sendo uma imagem formada no infinito, o que acarreta na não formação de imagem refletida, onde por lógico podemos constatar que a imagem não é real nem virtual, apenas uma condição imprópria para a formação de imagens refletidas.


Os espelhos curvos côncavos são também bastante úteis no nosso dia-a-dia. Eis alguns exemplos:
Nos espelhos de beleza e nos faróis dos automóveis são utilizados espelhos côncav
Figuras 1 e 2. Elas mostram o princípio de funcionamento do fogão solar (Figura 1) e
 do farol de um automóvel (Figura 2).

 


Estes espelhos, por serem curvos (esféricos), representam-se da seguinte forma:
Quando sobre eles incide um feixe de raios paralelos, os raios reflectidos serão convergentes:
Todos os raios convergem para um único ponto a que se dá o nome de Foco. Este Foco, como se encontra fora do espelho é um Foco real:
Imagem do livro "FQ8 - Sustentabilidade na Terra - Edições ASA".
Num espelho côncavo, a imagem apresentada depende da distância a que o objecto se encontra do espelho. Assim:
Quando o objecto está muito afastado do espelho, a uma distância superior ao raio (sobre a linha vermelha)...
a imagem é real, invertida e menor do que o objecto.
Imagem do livro "FQ8 - Sustentabilidade na Terra - Edições ASA".
Quando o objecto está entre o foco e o centro (sobre a linha vermelha)...
a imagem é real, invertida e maior do que o objecto.
Imagem do livro "FQ8 - Sustentabilidade na Terra - Edições ASA".
Quando o objecto está muito próximo do espelho, entre o vértice e o foco (sobre a linha vermelha)...
a imagem é virtual, direita e maior do que o objecto.
Imagem do livro "FQ8 - Sustentabilidade na Terra - Edições ASA".

Telescópio


Um espelho primário côncavo é aferido por meio de um aparelho chamado " banco de Foucault ". Este aparelho possui uma fonte de luz ( lâmpada ) e uma rede de difração ( usada para o chamado teste de Ronchi ). A luz atravessa uma fenda e um feixe de luz é enviado para o espelho. O aparelho ( banco de Foucault ) é colocado sempre nas proximidades do raio de curvatura do espelho que corresponde ao dobro do valor da distância focal. Se um espelho possui 1000 mm de distância focal o aparelho é colocado a 2000 mm de distância do espelho. O espelho reflete então a luz ( que passou pela fenda ) e chega até a rede de difração. Logo atrás da rede o observador aproxima seu olho para fazer a análise da superfície óptica.



                                                           Refratores X Refletores
 Existem dois tipos de telescópios ópticos: refratores e refletores. Nos refratores, o principal componente é uma lente objetiva curva que refrata os raios de luz até o ponto focal, onde a imagem pode ser ampliada e observada através de uma ocular. Já os refletores utilizam espelhos curvos, que realizam a mesma função da lente objetiva dos refratores, porém, ao invés da luz passar através do vidro, ela é refletida por uma superfície polida e coberta por algum material metálico. O espelho curvo também converge os raios de luz até um ponto focal, onde há a formação de uma imagem que pode ser ampliada e observada pela mesma ocular utilizada nos refratores.



  • Telescópios Refratores: Utilizam lente ou conjunto de lentes na função de elemento primário de captura da luz ou objetiva. 

O ‘F‘ na imagem é o ponto focal do telescópio (ponto onde os raios de luz que incidem na ótica convergem). A distância da lente/espelho ao ponto focal é a distância focal do telescópio e determina as suas características.

  • Telescópios Refletores: Utilizam um espelho primário côncavo para coletar a luz e formar a imagem. No telescópio refletor Newtoniano, a luz é refletida para um pequeno espelho inclinado em 45º que desvia a luz para uma abertura lateral do tubo, onde fica a ocular.       

  • Telescópios Catadióptricos: Empregam ambos elementos: espelho e lente, resultando em uma configuração que proporciona telescópios pequenos e portáteis e com ótimo poder de ampliação. No entanto, é necessário o emprego de maior tecnologia para serem fabricados, o que os tornam mais caros.
  • Cassegrain, onde a lente frontal é uma lente plana.
  • Schmidt-Cassegrain, onde a lente frontal é uma lente complexa chamada de placa corretora, que tem a função de reduzir a aberração esférica do espelho principal.
  • Maksutov-Cassegrain, onde a placa corretora é uma lente chamada de menisco-divergente. Veja abaixo detalhe das duas principais variações do catadióptrico:

  • Objetiva: Lente ou espelho ou combinação de ambos, que ficam direcionados para o objeto da observação (daí seu nome).
  • Ocular: Lente ou grupo de lentes que tem a função de levar a imagem da objetiva aos olhos.